terça-feira, 24 de junho de 2025
Revistas de artes manuais
domingo, 8 de junho de 2025
O menino que ensinou sua professora
No primeiro dia de aula, Dona Tomasa prometeu tratar todos os alunos com igualdade. Mas logo percebeu que seria difícil.
Já lidara com alunos desafiadores, mas nenhum como Pedrito. Chegava sujo, não fazia os deveres, dormia em aula ou perturbava os colegas. Exausta, foi à diretora.
— Não sou professora para aturar uma criança mimada! Espero não vê-lo de volta em janeiro.
A diretora apenas lhe entregou o histórico de Pedrito. Dona Tomasa começou a ler sem interesse, mas, conforme avançava, sentiu o coração apertar.
Primeira série: "Pedrito é brilhante e amigável. Seus colegas o adoram."
Segunda série: "Ainda excelente aluno, mas anda triste. Sua mãe está gravemente doente."
Terceira série: "A morte da mãe foi um golpe insuportável. Pedrito perdeu o interesse. Seu pai parece indiferente e, suspeito, violento."
Quarta série: "Cada vez mais fechado. Não tem amigos. Afunda-se na solidão."
Naquela tarde, Dona Tomasa chorou. Pela primeira vez, via Pedrito de verdade.
No dia seguinte, os alunos levaram presentes de Natal. Pedrito trouxe o dele em um saco amassado. Dentro, uma pulseira velha, faltando pedras, e um frasco quase vazio de perfume.
Os colegas riram, mas Dona Tomasa colocou a pulseira e borrifou o perfume. O riso cessou.
Pedrito ficou até o último momento na sala. Antes de sair, sussurrou:
— Hoje, a senhora cheira como a minha mãe.
Naquela noite, Dona Tomasa chorou. Decidiu que ensinaria mais que leitura e matemática. Ensinaria amor.
Quando as aulas recomeçaram, ela usou a pulseira e o perfume. O sorriso de Pedrito foi sua resposta.
Com o tempo, ele voltou a se interessar pelos estudos. No final do ano, Dona Tomasa sabia: Pedrito era seu aluno mais especial.
Os anos passaram. Até que, um dia, Dona Tomasa recebeu uma carta. Era do Dr. Pedro Altamira. Havia concluído a faculdade de Medicina e ia se casar. Queria que sua professora fosse sua madrinha.
No casamento, Dona Tomasa usou a pulseira e o perfume da mãe de Pedrito. Quando ele a viu, correu para abraçá-la.
— Devo tudo à senhora.
Com os olhos marejados, ela respondeu:
— Não, Pedrito. Você me ensinou a maior lição da minha vida: me ensinaste a ser professora.
Retirado da Web
—Portal Poético./ Doce Recado
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Plano de aula - festa junina
Plano de Aula Semanal alinhado à BNCC para trabalhar a data comemorativa (FESTA JUNINA) com crianças pequenas e bem pequenas:
- (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses);
- (4 anos a 5 anos e 11 meses).
São 10 aulas prontas com todos os campos de experiência.
terça-feira, 27 de maio de 2025
Filme Nonnas
Memória afetiva, relacionamente familiar, amizade, mudança de vida, culinária. Baseado em fatos reais.
sábado, 24 de maio de 2025
Beleza verdadeira
“- Avisa, Sancho – respondeu Dom Quixote –, que a verdadeira beleza se divide em duas: a do corpo e a da alma. A primeira é fugaz, refém do tempo, mas a segunda… Ah, essa resplandece no entendimento, na honestidade, no caráter nobre, na generosidade e na educação. E todas essas virtudes podem habitar até o semblante mais simples. Quando se ama com os olhos da alma e não apenas com os do corpo, o amor floresce com força e se sustenta com grandeza.”
O Quixote
Miguel de Cervantes
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quinta-feira, 22 de maio de 2025
Os pontos da vida
Em uma pequena cidade do interior, num casarão antigo com cheiro de café fresco e janelas abertas para o jardim, reuniam-se todas as tardes treze mulheres com um objetivo em comum: crochetar. Mas para elas, o crochê não era só passatempo — era um fio invisível que unia corações partidos, curava dores antigas e celebrava vitórias silenciosas.
Tudo começou com Dona Tereza, uma senhora de 78 anos que, após perder o marido, sentia um silêncio pesado demais em casa. Um dia, decidiu levar sua cadeira para a varanda e crochetar ao ar livre. Uma vizinha passou, sorriu, e pediu para aprender. No dia seguinte, vieram duas. Uma semana depois, eram sete. Em dois meses, eram treze mulheres de idades, histórias e vidas diferentes, unidas por novelos coloridos e o desejo de recomeçar.
Ali havia de tudo: Marina, que lutava contra a depressão e redescobriu a alegria com cada ponto baixo que fazia; Cida, que perdeu um filho e bordava a dor em flores no tapete; Aline, jovem com síndrome de Down, que virou professora de pontos complexos para as mais velhas; e Zuleica, que enfrentava um câncer, mas dizia que o crochê era sua forma de rezar com as mãos.
Certa tarde, decidiram usar suas criações para algo maior. Começaram a confeccionar mantas, roupinhas de bebê e gorros, que doavam ao hospital da cidade e abrigos. As peças vinham acompanhadas de bilhetes com mensagens como “Você é forte”, “Você não está só” e “Cada ponto aqui é feito com amor”.
O projeto cresceu. Jornal local fez matéria. Alunos da escola passaram a visitar o grupo para aprender. Gente que nunca pegou numa agulha se voluntariava para enrolar os fios ou doar material.
Dona Tereza dizia que nunca pensou que perder o marido abriria espaço para tanto amor novo. “A dor nos corta, mas o crochê nos costura de novo”, repetia ela, com os olhos úmidos e a agulha firme.
Hoje, o grupo se chama “Pontos da Vida”, e cada peça que fazem carrega um pouco da história de cada uma delas. Porque o crochê, ali, não era só feito de linha — era feito de força, amizade e esperança.
Repost: @janevalim








